Troquei meu carro por um monociclo elétrico

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Robô Troll
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10 Fev 2019, 12:50

Troquei meu carro por um monociclo elétrico
Do Auto Esporte


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Modelo Inmotion V8 exigiu ginga para ser dominado, mas foi a opção que funcionou (Foto: Autoesporte)


De zero a dez, minha coordenação motora é nota quatro. Sei andar de bicicleta, bater palmas e correr sem tropeçar nas próprias pernas. Na aulas de aeróbica, passo vergonha. Nas de dança, virei meme. Se, meses atrás, alguém dissesse que eu estaria circulando por São Paulo em um monociclo elétrico, eu daria risada. Monociclo sempre foi coisa de malabarista de circo, algo distante da realidade de alguém que mal equilibra uma bandeja. “A Roda”, como minha mãe se refere a ele, com certo desprezo, entrou na minha vida por acaso.

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Há três meses, esqueci a lanterna do carro acesa. Dia seguinte: bateria arriada. “Não conserta não!”, disse minha mulher antes de eu ligar para o seguro. “Vamos ver quanto tempo aguentamos sem carro.” Gelei. Diminuir o uso do carro era algo que vínhamos fazendo para evitar multas e engarrafamentos, mas abrir mão não me parecia uma boa ideia.


Para minha geração, carro sempre foi sinônimo de liberdade. Cresci cultuando o automóvel. Quase um fetiche. Há 15 anos moro em São Paulo. Até três anos atrás, nunca tinha andado de ônibus ou de metrô. Foi graças a Anne, minha mulher, que passei a usar mais o transporte público. Ela me ensinou a ver um mundo mais leve. Liberdade, para sua geração, é não depender de carro para se locomover. Anne considera o culto ao automóvel cafona, démodé. E é. Topei o desafio. “Mas só por um mês”, frisei. “Depois trocamos a bateria.”


Nos primeiros dias, passamos a usar mais táxi e Uber, uma migração natural. Só de não precisar procurar vaga e poder trabalhar durante o trajeto já adianta bem. Mas queríamos experimentar um novo estilo de vida mais simples e integrado com os diversos modais de transporte de São Paulo. O problema é que moramos em um bairro de ladeiras agressivas. Estamos a quatro quadras do metrô Trianon mas, para chegar até lá, é preciso escalar a Alameda Ministro Rocha de Azevedo, uma verdadeira “parede”. Transpiro muito. Entrar em reuniões grudento e pingando de suor nunca foi uma opção. Passamos, então, a ir aos compromissos de Uber e voltar de transporte público. Tanto o metrô quanto o ônibus são mais econômicos e, para a maioria dos trajetos, mais rápidos do que o Uber.


Em paralelo, alugamos carros, bikes e patinetes pelo celular. Para ir de Pinheiros ao Itaim, um percurso plano, pegamos os patinetes elétricos da Grin Scooters. O aluguel é por minuto. Eu nunca tinha andado em um, nem na infância. Em minutos, já estava apostando corrida com a Anne. Achei prático e divertido. Experimentei também o patinete da Yellow, muito similar. Ambos não sobem ladeiras. Para quem é alto, o guidão baixo incomoda e os buracos provocam desequilíbrios e sacolejos. Nada que tire o prazer de sentir o vento no rosto ao longo do trajeto. Usaria mais o modal se minhas rotas não fossem tão íngremes.

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Bicicletas de aluguel agora têm a concorrência dos patinetes elétricos (Foto: Autoesporte)


As magrelas do Itaú, na cidade desde 2011, deixaram de ser novidade, mas permanecem em forma. Com marchas e estrutura mais robusta, destacam-se em relação às novatas da Yellow, mais simples, mas que podem ser estacionadas onde você quiser. Ambas servem bem para o lazer, mas são pouco úteis para quem, como eu, quer chegar ao trabalho sem transpirar. Resolvemos, então, testar uma bike elétrica. Alugamos uma por um mês na E-moving. Tempo suficiente para nunca mais querer andar em uma bicicleta sem motor. Mesmo assim, não conseguimos incorporá-la à nossa rotina. Bikes são pesadas e volumosas. Não entram em elevadores, restaurantes e escritórios e, por segurança, não podem ficar em qualquer lugar, mesmo com corrente. O motor, por sua vez, responde bem à maioria dos aclives. Mas não se pode esperar o desempenho de uma moto. As ladeiras da Vila Madalena, por exemplo, mesmo no modo assistido por pedal, só são vencidas se você acionar também seu modo atleta.


Experimentamos dois aplicativos de compartilhamento de carros: Turbi e Urbano. No Turbi, você retira e devolve o veículo no mesmo local — em geral, estacionamentos comerciais. São três modelos: Hyundai HB20, Nissan Kicks e Mini Cooper. Custam R$ 8, R$ 15 e R$ 35 a hora, respectivamente, mais 50 centavos por quilômetro, com combustível incluído. No nosso caso, compensa. Já o Urbano, mais sustentável e caro — R$ 1,20 o minuto —, só trabalha com carros elétricos. O esquema é parecido com o das bikes Yellow. Os veículos são retirados na rua onde estiverem estacionados e devolvidos dentro das áreas permitidas.


Deparei pela primeira vez com um monociclo elétrico na ciclovia da Avenida Paulista, semanas atrás. Estava na bike da E-Moving quando vi, na direção contrária, um sujeito sobre uma roda passar por mim a milhão. “Que droga é essa?!”, exclamei.

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Kadu Palhano e seu novo meio de transporte: o Inmotion V8 (Foto: Autoesporte)

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E fui pesquisar. Fiquei encantado com a praticidade e portabilidade da geringonça. Sobe ladeiras, passa em buracos, entra no metrô, no elevador, no carro e cabe embaixo da minha mesa de trabalho. “Se eu aprender a andar nessa joça, meus problemas acabaram”, pensei. Mostrei os vídeos para Anne. “Isso deve ser difícil pra caramba”, disse ela. Insisti: “Mas se tanta gente consegue, por que a gente não vai conseguir? Bora experimentar!”. Ela topou. Compramos um modelo de entrada no Mercado Livre, o Ninebot One C+, e tentamos aprender.


Nos vídeos parecia mais fácil. Na prática, quase quebramos a mesa de vidro da cozinha. Baita ideia de jerico ligar o troço dentro de casa. Mesmo sem saber brincar, descemos para o play.

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Anne experimentou quase todas as formas de transporte urbano (Foto: Autoesporte)


E tome tombos. Alguns hematomas depois, resolvemos pedir ajuda. Encontramos a Eletricz, uma loja de elétricos que, além de vender bikes, patinetes e monociclos, oferece treinamento para iniciantes. Em três aulas, estávamos aptos. Desde então, não teve um dia que não usamos a roda para nos deslocar por São Paulo. Agora é uma questão de tempo para que nossos movimentos se tornem automáticos, como aconteceu quando aprendemos a dirigir. Anne segue com muito mais desenvoltura. Eu, em certos momentos, ainda me sinto um bonecão de posto, duro e desengonçado. Mas sigo em frente, seguro da nossa escolha — tão seguro que já encomendamos um novo monociclo. Nas redes sociais, semanalmente, amigos, familiares e curiosos nos perguntam sobre o carro. Nunca mais o usamos. Aliás, se você, caro leitor, souber de alguém interessado em um Hyundai Tucson sem bateria, nos avise, por favor.


Confira as principais opções de micromobilidade e compartilhamento de veículos disponíveis em São Paulo



BICICLETAS

Bike Sampa - As famosas laranjinhas, do Itaú, têm diversas estações espalhadas pela cidade. O usuário pode retirar sua bike utilizando o Bilhete Único, seu cartão de usuário ou pelo App Bike Itaú. Há vários planos disponíveis. Os preços variam de R$ 8,00, para o plano diário, a R$ 160,00, para o anual. Se o usuário ficar mais de 60 minutos com a bike, é cobrado R$ 5,00 por hora adicional.

https://bikeitau.com.br/bikesampa/

 

Yellow -  Yellow - Muito similar aos Grin, os patinetes da Yellow também têm estações próprias para entrega e retirada, que podem ser encontradas no mesmo app usado para as bikes da marca. O desbloqueio também é feito via QR Code e é cobrado um valor de R$2,25, acrescido de R$0,75 por minuto de utilização.

https://www.yellow.app/



E-moving - Para quem quer uma bicicleta elétrica, mas não está disposto a pagar algo em torno de R$ 5.000,00, a startup paulistana E-moving aluga e-bikes a partir de R$ 219,00 por mês (plano anual), com carregador, trava de proteção e manutenção inclusos. O usuário recebe ainda um desconto para compra caso queira adquirir a bike ao fim da locação. | Rua Santa Justina, 569, Vila Olímpia.

https://e-moving.com.br/



PATINETES

Grin Scooters - Os patinetes verdinhos da Grin devem ser retirados e devolvidos em estações próprias, que podem ser localizadas pelo aplicativo da Rappi ou o da própria Grin. Para destravar o aparelho basta escanear o QR. Os primeiros dois minutos saem por R$ 3,00 e os seguintes por R$0,50 cada.

https://ongrin.com/



Yellow - Muito similar aos Grin, os patinetes da Yellow também têm estações próprias para entrega e retirada, que podem ser encontradas no mesmo app usado para as bikes da marca. O desbloqueio também é feito via QR Code e é cobrado um valor de R$3,00, acrescido de R$0,50 por minuto de utilização.

https://www.yellow.app/



Scoo - Para alugar um patinete da Scoo, basta baixar o app, fazer o cadastro e localizar o ponto de retirada mais próximo no mapa. O desbloqueio é idêntico aos demais, via QR Code. O custo é que é mais em conta do que o das concorrentes. Os primeiros quatro minutos saem por R$ 1,00 e os demais por R$ 0,25 cada.

https://www.scoo.mobi/



CARROS

Turbi - Tudo é feito pelo aplicativo: cadastro, localização do carro, reserva e até a abertura da porta. O usuário retira e devolve o veículo no mesmo local. Há três modelos disponíveis: Hyundai HB20, Nissan Kicks e Mini Cooper. Custam R$ 8,00, R$ 15,00 e R$ 35,00  a hora respectivamente, mais 50 centavos por quilômetro percorrido, com combustível e seguro inclusos.

https://www.turbi.com.br/



Urbano - A startup aluga carros elétricos, das marcas Smart e BMW, a R$ 1,20 por minuto. Funciona da mesma forma que as bikes da Yellow: o usuário pode retirar e devolver os carros em qualquer vaga dentro das Home Zones, sinalizadas no aplicativo. Como o Turbi, o cadastro a localização, a reserva e a abertura da porta do carro são feitos pelo app.

https://www.urbano.eco.br/


MONOCICLOS

Eletricz - A loja, inaugurada no ano passado, é especializada na venda e manutenção de veículos elétricos: bikes, patinetes e monociclos, com foco no último. O espaço, inteiramente construído em contêiner de reuso, conta com uma pista de treino, onde os consumidores podem fazer aulas e test drive.  Uma hora de aula, em um dia da semana, sai por R$ 50,00. Rua Dr. Sodré, 63, Vila Nova Conceição

https://www.eletricz.com.br/


Emove - Também voltada para a venda de veículos elétricos e especializada em micromobilidade urbana, a Emove tem em seu showroom patinetes, bikes e monociclos da marca Inmotion disponíveis para test drive. Rua Elvira Ferraz, 43, Vila Olímpia

https://www.emove.mobi/


Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... trico.html

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Ramiel
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11 Fev 2019, 10:29

Foda-se

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Pablo
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Localização: Lages - SC

11 Fev 2019, 23:42

e ta dando o cu também.

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